Friday, July 17, 2009

Sente......

Sentes o meu olhar?
A vontade de que leias em mim,
como se abrisses um livro de gravuras e passasses
delicadamente cada folha com os teus dedos húmidos de desejo e paixão.
Sentes as minhas mãos no teu rosto?

Estas mãos de que tanto te tocar imaginariamente
já sentem cada pedaço do teu corpo.
Sabes tocar violino?

Então toca cada corda do meu ser; seduz-me com as tuas mãos; faz-me vibrar.
Gostas do meu sorriso?

Então perde-te nele......sela-o com a tua boca.


Clarisse

Friday, September 19, 2008

...You.....

....give me your hand........
....let me fell your heart beating, full of madness........
....give me your hand........
....and fly through the stars.....
....give me your hand....
....and write a beautiful poem.....about you and me.....

CLARISSE

Friday, July 11, 2008

Carpe Diem, meu amor

Hoje celebro a Vida, aquela que cresceu dentro de mim e tem sido a minha Luz, ao longo dos últimos catorze anos.

A ti, meu eterno Amor, desejo que todos os caminhos que percorreres te conduzam à Felicidade e que te tornes num Homem de bem, imbuído de todos os valores que, agora, ainda adolescente já demonstras possuir.

Não me canso de repetir que te amo, da mesma forma que esta palavra, dita por ti, adquire os contornos da beleza do Universo ou das cores do arco- íris.

Amo-te imensuravelmente, filhote



Clarisse

Monday, November 26, 2007

http://www.jamendo.com/artist/animaux_de_la_lune/

Vale a pena escutar a beleza da música......música que fala por acordes mágicos......fechem os olhos e sonhem.......

Wednesday, September 05, 2007

Olhando as Estrelas 2

E, passaram três dias, mas tu não ressuscitaste! Ali estavas imóvel, olhos cerrados, ar sereno, esboçando um sorriso. As tuas mãos repousavam, levemente cruzadas, sobre o teu peito. Envergavas a tua farda azul escura e, naquele momento, pensei que nunca te tinha visto tão bonito e tão em paz. Relembrava os carnavais em que arrastavas contigo todos os miudos do prédio, incentivando o divertimento e a paródia, para gaúdio daquelas crianças que viam em ti, não mais do que um miudo mais velho, com igual vontade de viver intensamente cada segundo de vida.
Olhava para ti, num estado de semi- inconsciência e parecia que tudo era um sonho mau, do qual acordaria em breve e ter-te-ìa de novo ali a chamar-me "maninha", como era teu hábito.
Os meus olhos, turvos de lágrimas que já se limitavam a cair livremente pelo meu rosto, miravam os teus, procurando, desesperadamente, que um milagre ocorresse. Inclinava-me para ti e os meus dedos percorriam o teu rosto gelado e, no entanto, tão terno. Maldizia a bala que te tinha trespassado o cérebro e terminara com todos os teus sonhos.
Não conseguia afastar-me de ti, não podia perder-te de vista, porque se aproximava o momento de dizermos adeus para sempre.
A pouco e pouco, a noite escura ía criando matizes mais claros, à medida que o dia impunha a sua presença. Todas as forças da natureza pareciam ter-se unido para mostrar a sua fúria, unindo esforços para mostrarem a dor que sentiam pela tua partida. O céu estava carregado de nuvens, por onde a água caía num completo dilúvio. Os raios rasgavam o céu e rugiam ferozmente, dilacerando tudo à sua passagem.
Avançando por entre a chuva intensa, o carro negro conduzia-te para a tua última morada. Atrás, outros carros te seguiam, contendo pessoas derrotadas pela mágoa e outras que tentavam expiar as suas culpas.
Os quilómetros íam-se consumindo, pouco a pouco, obedecendo ao desejo da chuva torrencial que não parava de cair. O meu coração e a minha alma ficavam cada vez mais apertados, consumidos pela inevitabilidade de uma partida sem retorno. Tão injusto, tão sem sentido, porque? perguntava eu a mim mesma, porquê? Porque não tinha eu conseguido impedir que tudo culminasse desta forma? Perguntas que ficariam para sempre sem resposta!!
Chegaste, finalmente, ao teu destino.....uma multidão aguardava a tua chegada, imunes à chuva que desabava sobre as suas cabeças. Saí do carro que me havia conduzido, como um autómato, e só conseguia olhar para aqueles rostos que derramavam lágrimas por ti. Abraçavam-me, mostrando a sua solidariedade, mas eu não conseguia ter mais força para chorar ou demonstrar a minha ferida completamente aberta. Deslizava por entre a multidão, amparada por alguém que se deu conta que eu não conseguiria dar mais um passo sózinha. A chuva cobria o meu corpo e eu, simplesmente, não me importava com nada. Caminhei atrás de ti, não querendo perder-te de vista e o cortejo dirigiu-se ao sítio onde repousarias para sempre. A minha dor aumentava e as forças voltaram para gritar que não me deixasses "não partas, Luís...não partas...não me deixes só", mas naquele momento já não poderias impedir que te abrigassem naquele buraco fundo e escuro. O teu caixão descia lentamente à terra e eu tentava gritar cada vez mais alto "não partas Luís...não me deixes aqui..".Naquele momento desejei fazer-te companhia; naquele momento desejei partilhar contigo aquele espaço exíguo......naquele momento desejei que aquela arma que te tirou a vida também me tivesse atingido a mim....



Wednesday, August 15, 2007

Se puede morir de soledad, dicen los poetas;
Por eso, aunque mis ojos miren los tuyos;
aunque mi cuerpo se quede cerca de ti,
mi vida ya no es mia.

Siento mi corazón vacio,
mis manos que se acercan hace al cielo,
mirando estrellas que han
perdido la capacidad de brillar
y envolver mi mirada de ternura y pasión.

Clarisse

Thursday, December 14, 2006

Esse Mar Azul


Mergulho nesse mar azul profundo,
Deixo a água passar, suavemente, por entre os meus dedos,
Acariciando o meu corpo despojado.

Turvam-se os sentidos!
Fecho os olhos e sinto a paz que me invade;
A languidez que se apodera do meu ser.

E deixo-me transportar
Por essa sensação
de perdição total!


Clarisse

Saturday, December 02, 2006

LIBERDADE
Voar, voar até ao infinito!
Olho por entre as minhas asas
E vislumbro as correntes que
Prendem a humanidade.

Sou livre!
Libertei o coração e a alma.
Sinto-me imortal, capaz de devorar o mundo!

Voa coração, voa...
A eternidade pertence-te!
O Mundo é teu e jamais algo
Te voltará a colocar
Os grilhões da Dor


Clarisse
CAMINHOS

Vagueio por caminhos sem fim,
Obscuros e invariavelmente iguais!
Perdida, procuro uma saída...
Onde estou? Para onde vou?
Que atalho escolher e seguir?

Demasiados obstáculos,
Demasiados atalhos...
Não me encontro!!!

Desespero; corro; vagueio;
Volto ao início do caminho
Mas, não vislumbro a saída!

Continuarei por esta estrada sem fim;
Tentarei encontrar uma luz que me ilumine;
Tentarei salvar-me!!!!


Clarisse

Tuesday, November 14, 2006

EM TI



O meu olhar fundiu-se no teu e,
De repente, o mundo inteiro parou
Para testemunhar aquela
Troca de emoções reprimidas.

Jamais olvidarei os teus
olhos, plenos de ternura, que
ao olharem os meus
os obrigaram a renascer!

A tua boca de pecado
tentando a minha, que se
colou em ti com desespero,
sorvendo o último sopro
de vida que te embalava!

Os teus braços, porto seguro da minha vida,
envoltos em mim,
movimentando-se numa dança,
que só tu e eu conhecemos de cor!

Corpos entrelaçados em
movimentos ritmados
de emoção e prazer!

Amam-se com desespero,
temendo que a vida termine ali.
Paixão louca, tantas vezes revivida,
Guardada num baú de memórias
que jamais permitirá que,
o seu segredo se desvele!

Clarisse

Tuesday, August 08, 2006

 VIDA ERRANTE
 Lancei os olhos em direcção ao horizonte e apenas vislumbrei sombras escuras.
De repente, o mundo tinha adquirido, para mim, outras tonalidades e um significado que nunca imaginara ser possível.
Cai-se no abismo e sentimo-nos estranhamente livres. Que ironia! Que contra-senso! A vida deixa de ter significado e aquele fio ténue que nos vai ligando ao mundo, vai-se desfazendo, lentamente, parecendo murmurar: " dust to dust, ashes to ashes....."
Inexplicavelmente, tudo deixa de fazer sentido: os amores, os ódios, a paixão pelas pequenas coisas, pela vida e, sobretudo, por nós próprios, desfazem-se em mil pedacinhos que jamais será possível voltar a juntar.
Será que que alguma vez voltarei a encontrar-me? O meu destino já estará traçado e prender-me-à para sempre neste poço onde caí?
Cada dia que passa , procuro um motivo pelo qual valha a pena continuar aqui, mas remar contra a maré está a tornar-se uma tarefa ingrata e inglória.
Por vezes vislumbro a minha luz: aqueles olhos redondos, pretos como azeitonas, brilhantes e de sorriso franco e aberto; os bracitos que me rodeiam e a vozita doce que me diz:
- Adoro-te mãe! És a melhor mãe do mundo e a minha princesa!
Ou aqueles desenhos que tanto gostas de pintar e que para mim valem mais que Picasso ou Van Gogh, porque são pintados com as cores do amor que sentes por mim. São eles e tu que me fazem ter a certeza de que, por ti, lutarei até que as forças me falhem, meu pequeno amor!
  
Clarisse

Saturday, August 05, 2006

OLHANDO AS ESTRELAS 1

Aquele dia amanheceu tradicionalmente frio, como frias são todas as manhãs de Inverno profundo.
Estranhamente, o sol lançava os seus raios com tal intensidade que parecia querer sugar todo e qualquer resquício de vida.
Acordei para mais uma semana na capital do país. O transporte que me levaria ao destino não era tolerante com preguiças matinais, mas estranhamente, aquela manhã trazia no ar um pressentimento arrepiante, a estranha sensação de que algo estava predestinado acontecer naquele dia.
Ainda anestesiada pelo sono, subi mecanicamente para o autocarro, juntamente com mais alguns companheiros de viagem, igualmente anestesiados e inexpressivos.
Dava por mim a olhar para aqueles rostos, tentando adivinhar que tipo de vida poderia marcar tão profundamente aquelas inexpressões. Ria-me de mim, porque pensava encontrar naquelas máscaras a imagem da minha própria vida, insonsa e desinteressante.
Segui viagem, absorta nos meus pensamentos, tentando prever como iria decorrer mais uma semana daquele curso onde alguém se tinha empenhado em colocar-me: bibliotecária. A parte positiva daquele marasmo prendia-se com a perspectiva de vir a perder-me entre uma das minhas paixões: os livros.
Os quilómetros decorriam e os meus pensamentos acompanhavam a sua velocidade.
Cheguei ao meu destino e corri para tentar apanhar um dos táxis que atravessavam velozmente a cidade. Após várias tentativas frustradas, houve um que reparou naquela figura de menina- mulher e parou para a recolher. A ordem era seguir o mais rapidamente possível, porque o tempo não pára nem perdoa e o atraso já era mais que evidente.
Finalmente, ali estava eu junto á entrada do local onde iria dedicar mais uma semana da minha existência, na aprendizagem da classificação de livros, catalogação, indexação e mais algumas coisas sensaboronas.
O dia decorreu como os outros, exceptuando a ausência da minha mente, que teimosamente insistia em dar-me sinais de alerta que eu não decifrava, mas que me inquietavam profundamente.
Ao fim do dia corri para o metro e tentei encontrar o meu pequeno espaço na lata de sardinhas. Mais uma vez teimei em olhar os rostos que o reduzido espaço me permitia vislumbrar e pareceram-me todos incrivelmente e assustadoramente iguais. Rostos inexpressivos, ausentes de qualquer tipo de sentimento, distantes no tempo e no espaço. Poderia, naquele momento, ocorrer um cataclismo e, certamente, aqueles rostos não alterariam a sua fisionomia.
Senti um enorme mau- estar, porque, olhando aqueles autómatos, todos me faziam lembrar a morte. Um arrepio enregelante percorreu o meu corpo e procurei enxotar os maus pensamentos para bem longe dali.
Após duas horas enlatada entre tantos cheiros, cheguei àquela casinha pequena mas acolhedora, nos arrabaldes de Lisboa. Como era hábito, tinha uma agradável refeição à minha espera, preparada por alguém que pouco mais tinha para dar do que o amor, o carinho e a entrega, mas que para mim representava o mais valioso dos tesouros.
Comi, devagar, mecanicamente, sentindo o cansaço que me invadia o corpo e a mente. Procurei recompor-me, pois ainda tinha um caderno de apontamentos para ordenar. Terminei a minha refeição e lancei mãos à obra.
O cansaço insistia em invadir-me e de repente todos os meus sentidos acordaram ao som do telefone. Que seria? Eram 22 horas de uma noite chuvosa de Inverno e pouco habitual ouvir-se aquele som, sobretudo àquelas horas!
Ah! Era o Luís! Há que tempos não nos falávamos! Incrível como dois irmãos que se adoravam, trabalhando na mesma cidade, estavam tanto tempo sem se comunicar. Estranha voz a do Luís!
- Então irmão, há quanto tempo sem nos falarmos! Ainda és vivo?
- Por enquanto, irmã, por enquanto! Então como estás?
- Cá vou andando com o curso às voltas. Agora já está quase no final e tenho que me empenhar. Mas podíamos encontrar-nos para almoçar e assim colocarmos a conversa em dia. Que dizes?
- Parece-me bem! Olha, apanhas um autocarro que te leve à Praça do Comércio e encontramo-nos lá na esquadra. Pode ser assim?
- Por mim está bem! À hora de almoço lá estarei. Até amanhã então. Ainda vou terminar de ordenar os meus apontamentos do curso. Beijinhos!
- Adeus maninha, até amanhã!
22.15h! O telefone tocou novamente e o meu corpo estremeceu violentamente. Outra vez? Mas este telefone hoje não pára de tocar até tão tarde?
Continuei absorta no meu trabalho, porque alguém já se tinha disponibilizado a calar aquele trinir. Repentinamente oiço choros, lamentos, angústia e começo a tremer descontroladamente.
- Que foi tia Céu? Que aconteceu?
- Ai o Luís, filha! Ai o Luís! Que loucura ele cometeu! Como é que teve coragem para tal disparate?
Aí eu percebi tudo!
Aí estava o resultado dos meus pressentimentos!..... os soluços, o choro, o desespero, brotaram violentamente de dentro de mim.
O mundo estava a cair-me em cima e eu sabia que as minhas forças não eram suficientes para aguentar tanta dor. O meu estômago contraiu-se descompassadamente, tentando expulsar algo que já não continha.
Dor, dor, tanta dor! Impossível descrever este sentimento irreversível de perda, de impotência!
Num acto de desespero, o Luís pensou ter chegado a sua hora de partir. Procurou a paz e a tranquilidade que durante tantos anos tinham insistido em fugir-lhe.
O menino que não chegara a conhecer a sua mãe, resolveu ir ao seu encontro, aninhar-se nos seus braços e esperar ouvir, finalmente, uma canção de embalar.
Juraria que nesse dia, quando olhei para o céu á procura de alento, vi o Luís sorrir para mim!


Clarisse

Wednesday, May 31, 2006

À DERIVA

Sou um barco que navega à deriva!
Não tenho rumo!
Perco-me na imensidão deste oceano de dor e tristeza,
E sigo como um timoneiro que perdeu as graças do mar!
Perscruto o horizonte, procurando, desesperadamente,
Um farol perdido nesta imensidão!
Em vão!
Não me é permitido deixar de ser o Oceano!

Clarisse

Your Eyes

I looked deep inside your eyes,
And I realized that the beautiful sun,
Decided to put,
All its shine on you
!

Clarisse

Saturday, May 27, 2006

Olhei Nos Olhos De Deus

Olhei nos olhos de Deus e
Ele sorriu-me compreensivamente,
Devolvendo-me a paz!
Fecho os olhos e entrego-me nos seus braços,
Como se ali permanecesse o principio e o fim de tudo!
Sinto-me feliz, porque finalmente
Encontrei o paraíso!


Clarisse

Amor!

Foste a minha luz e o meu desencanto;
A minha força e a minha fraqueza; o amor e o ódio.
Foste a guerra e a paz;
O choro e o riso.
Foste a dor e o prazer…
E agora és apenas
Uma lembrança que se desvaneceu,
Tal como as nuvens tenebrosas se desvanecem no céu
Para que o sol volte a brilhar
.

Clarisse

Voar

Vou abrir as asas e voar!
Sentir a liberdade sem rumo nem amarras;
Devorar o mundo que até aqui tem fugido de mim!
Quero viver para além da eternidade…
E quando partir, sentir que valeu a pena experimentar a alegria e a dor!


Clarisse

Gostaria De Ser Uma Suave Brisa

Gostaria de ser uma suave brisa
Que voasse livremente,
Transportasse com ela todo o meu amor
E, por fim,
Repousasse tranquilamente em teus braços.


Clarisse